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Ministério da Saúde é contra vacina de HPV por obrigação
O Ministério da Saúde se posicionou a favor da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), porém contrário a que ela seja realizada por força de lei. O próprio ministério já está estudando a vacinação para mulheres entre 9 e 13 anos de idade, já que a vacina não surte efeito naquelas que já possuem vida sexual ativa. Isso aconteceu em audiência pública realizada em Brasília, convocada pela relatora da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Marta Suplicy (PT-SP).
Na ocasião se reuniram diversos órgãos representantes das classes médica e farmacêutica para discutir o tema e levantar informações acerca da necessidade e viabilidade do projeto de lei. É que tramita no Senado um PL que pretende tornar obrigatória a vacinação contra o HPV para mulheres entre 9 e 40 anos de idade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), já passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) e agora aguarda aprovação da senadora Marta Suplicy, para ser discutido e votado na Câmara.
Durante a audiência, a presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Vera Fonseca, manifestou apoio do órgão ao projeto e disse que o CFM estava à disposição do Senado para qualquer necessidade. "Toda medida de prevenção é muito bem vinda e necessária. Acreditamos no poder da prevenção. No final queremos a mesma coisa: a redução da incidência e da mortalidade do câncer de colo de útero", afirmou ela. Existem duas vacinas contra o HPV sendo produzidas no mundo.
A Gardasil, do laboratório Merck, e a Cervarix, do laboratório GlaxoSmithKline, que custam US$ 14 (cerca de R$ 25) cada dose. São necessárias três doses para que ela surta efeito e a imunização é vitalícia. Segundo o gabinete da senadora Vanessa Grazziotin, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), já manifestou interesse em produzir a vacina e está estudando o processo de patente e as condições técnicas necessárias. O instituto, no entanto, não confirmou a informação.
O HPV é a DST mais frequente no mundo. O MS estima que 20% das brasileiras que possuem vida sexual ativa estão infectadas pelo vírus. Além de provocar verrugas na região genital, o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo uterino, segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) são estimados mais de 18 mil novos casos de câncer de colo do útero e 4,8 mil óbitos no Brasil todos os anos.
Fonte: Prontuário de Notícias, 22/01/2012.
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